SOBREVIVEU E VENCEU
Na madrugada de um distante 08 de janeiro, um moço recém-casado andava de um lado para outro, aflito. Sua esposa estava num difícil e prolongado trabalho de parto.
Conforme ela suspeitara, carregava gêmeos. Mas infelizmente o primeiro bebê chegou sem vida ao mundo. Assim que o segundo nasceu, o jovem casal ficou tão receoso com a possibilidade dele morrer também que o colocou de imediato na parte mais aquecida do humilde casebre (o forno), envolto em panos, dentro de uma caixa de sapatos.
A vida não era nada fácil para Vernon e Gladys. Casaram-se em 1933, em meio a muita dificuldade, numa das épocas mais críticas da história norte-americana e do mundo - a Grande Depressão. Eram muito pobres e conseguir trabalho era extremamente difícil onde moravam - a pequena Tupelo, no estado do Mississippi. Houve vezes em que só tinham pão de milho e água por alimento.
Assim, o filho sobrevivente tornou-se o único tesouro deles. Anos mais tarde, chegando à idade adulta, mostrou aos pais (e ao mundo) a finalidade de seu nascimento: alcançando o estrelato internacional em 1956, consagrou-se o maior cantor popular de todos os tempos e uma lenda, ainda em vida. Nem é preciso ressaltar sua contribuição e importância na história da cultura e música mundiais.
Todo nascimento tem um propósito, e o dele é absolutamente singular.
Nas palavras dele:
"Vejo-me simplesmente como um ser humano que apenas teve muita sorte, mas cuja vida tem sangue correndo nas veias. Posso morrer em questão de segundos, mas nunca como alguém sobrenatural ou melhor que outro ser humano."
Seu nome? Elvis Aaron Presley (1935-1977).
Marcos Aguiar.
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