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Mostrando postagens de maio, 2026

A DECISÃO DE DISNEY

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Num dia como outro qualquer, depois de muito refletir, decidi triunfar. Decidi não esperar as oportunidades e, sim, eu mesmo ir buscá-las. Decidi ver cada problema como um meio de encontrar uma solução.  Decidi desvendar em cada deserto a possibilidade de um oásis.  Decidi encarar cada noite como um mistério a resolver. Resolvi enxergar em cada dia uma nova chance de ser feliz. Descobri que meu verdadeiro rival está em mim mesmo - minhas próprias limitações; e que enfrentá-las é a única forma de as superar. Descobri que não sou o melhor e que talvez eu nunca seja. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. O que importa pra mim agora é, simplesmente, saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, mas deixar de subir.  Passei a entender que o melhor triunfo é poder encontrar e chamar alguém de "amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento - é uma filosofia de vida. Aprendi que de nada serve ser luz se is...

TORNANDO O OUTRO MELHOR

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Henrique era um íntegro cortesão que cuidava dos assuntos domésticos relacionados ao palácio. Apesar de iletrado, tinha muita sabedoria e o rei gostava de conversar com ele sobre vários assuntos. Um dia o rei morreu e subiu ao trono o seu filho, a quem Henrique conhecia desde o nascimento. O novo rei não era como o pai; tratava Henrique e os demais súditos com desdém e só dava valor aos seus amigos - que, na realidade, só se aproveitavam da amizade dele. Henrique até tentou alertá-lo sobre isso, mas o rei foi muito duro com ele: - Quem é você para me falar qualquer coisa sobre meus amigos? A partir de hoje se limite a fazer seu trabalho e não me dirija mais a palavra! Henrique continuou a servi-lo, sem opinar mais nada. Uns dias depois, foi realizado um grande jantar comemorativo ao aniversário do rei. Compareceram muitos convidados importantes e os serviçais estavam todos nervosos, pois o rei era extremamente perfeccionista, exigindo que todos os detalhes da festa estivess...

A ESCOLHA DE MERYL

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Em meados da década de 1970, uma jovem começou a participar de testes de elenco para o cinema. Uma de suas audições mais famosas foi para o remake de "King Kong" (1976). O diretor do filme, Dino De Laurentiis, teria comentado com o filho sobre a candidata: "Ela é feia. Por que você me trouxe essa coisa?" "O diretor não imaginava que eu tivesse estudado e me formado em italiano", recorda ela, anos depois. "Quando lhe respondi em italiano, ele me olhou como se tivesse levado um tiro!" O papel acabou ficando com outra garota, a então iniciante Jessica Lange. "Aquela opinião mal intencionada poderia ter destruído meus sonhos de me tornar atriz ou me forçado a me recompor e acreditar em mim mesma. Respirei fundo e disse: 'Lamento que o senhor me ache feia demais para o seu filme, mas a sua opinião é apenas uma entre milhares.'" A candidata rejeitada chamava-se Meryl Louise Streep (1949-) que, hoje, é uma das recordistas d...

A PEDRADA MAIS DOLOROSA

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Um homem foi condenado à morte por apedrejamento. Seus algozes lhe atiravam grandes pedras mas o réu, impressionantemente, suportava o terrível castigo em silêncio. Não emitia um grito, um murmúrio que fosse. Compreendia que a desgraça caíra com justiça sobre ele e que, portanto, seus clamores de nada serviriam. Naquela hora, passou por ali um homem que fora seu amigo. Pegou uma pequena pedra e jogou nele, apenas para demonstrar publicamente que não estava do lado do condenado.  Ao ser atingido pela pedrinha, o réu deu um grito estridente. O rei, que assistia à execução, ordenou a um de seus homens que perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pedra miúda, depois de ter suportado em silêncio as pedras maiores. - As pedras grandes - respondeu - foram lançadas por pessoas que não me conhecem, por isso me calei. Mas o seixo foi jogado por alguém que foi meu amigo. Por isso gritei, em protesto contra ele. Lembrei de sua amizade nos bons tempos. E agora vi s...

A LENDA DA MANDIOCA

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Certa vez, uma índia tupi deu à luz uma menina, a quem chamou de Mani. A pequena, diferentemente dos irmãos, tinha a pele bem branquinha e, além de muito bonita, era bondosa e querida por todos da aldeia.  No entanto, um dia, repentinamente, Mani adoeceu e ninguém conseguiu descobrir o que ela tinha. O curandeiro tentou de tudo, mas a pobrezinha, depois de pouco tempo de luta contra a enfermidade, faleceu. Os pais de Mani a enterraram dentro da própria oca onde viviam, seguindo a tradição. O local onde ela foi enterrada foi regado pelas lágrimas de seus pais e irmãos e de todos os aldeões.  Uns dias depois, brotou uma pequena planta no local da sepultura. Os pais de Mani levaram a plantinha para fora e a colocaram em um lugar onde pudesse receber a luz do sol e, assim, crescer. Passados mais alguns dias, a mudinha se converteu numa planta cuja raiz era grossa, marrom por fora e branca por dentro; a brancura era idêntica à cor da pele de Mani. Assim, a raiz recebeu ...

OS TEIMOSOS

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Um bode pastava tranquilamente no gramado quando percebeu que estava ficando tarde; então resolveu voltar para o rebanho. Todavia, para retornar, precisava atravessar uma ponte - mais precisamente, uma árvore caída sobre o rio. Claro que isso não era nenhum problema para o bode, acostumado a subir e descer de lugares até mais arriscados. Quando começou a andar sobre a ponte, reparou que outro bode vinha em sua direção, pelo lado oposto. O primeiro bode se sentiu ofendido ao ver que o outro avançava ao invés de esperá-lo chegar à outra margem; ele, da mesma forma, prosseguiu. O segundo bode continuou o seu caminho, crente de que o primeiro é que deveria lhe ceder passagem. Assim os dois arrogantes se encontraram bem no meio da ponte e começaram a se agredir com o objetivo de derrubar o outro na água; até que ambos caíram e foram levados pela correnteza. Quando ninguém quer ceder, todos acabam prejudicados. Fábula de Esopo (620 - 564 a.C.) - adaptação de Marcos Aguiar. 

PACIENTE AO EXTREMO

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Um sábio, cuja paciência era lendária, viajava com seu discípulo. Após longa jornada, pararam perto de um povoado e o mestre pediu ao discípulo que fosse à fonte mais próxima buscar água enquanto ele meditava à sombra de uma árvore. O discípulo pegou uma jarra e foi à aldeia. Localizando a fonte, encontrou ali várias mulheres que também estavam enchendo seus vasos. Entre elas havia uma moça por quem o discípulo ficou completamente apaixonado. Ele a seguiu até sua casa e pediu sua mão ao pai dela. Com o consentimento do pai, eles se casaram. O tempo passou e eles tiveram três filhos. Todos atingiram a maioridade, se casaram e foram residir em lugares distantes. Posteriormente, os sogros do discípulo faleceram e, mais tarde, sua esposa. Viúvo e sozinho, o discípulo saiu andando pelo vilarejo. Passou pela fonte e parou. Só então se lembrou do mestre. Arrumou uma jarra, encheu-a de água e foi até o local em que tinha deixado o mestre. E lá estava ele, meditando! - Mestre, troux...

CARNE DE LÍNGUA

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Muito tempo atrás, na África, havia um reino muito próspero, onde todos eram felizes e amavam o rei e sua esposa, que era gordinha, de bochechas rosadas e riso gostoso. Um dia, a rainha adoeceu e começou a perder peso e ficando com a pele opaca e sem brilho. O rei convocou todos os curandeiros do reino, porém nenhum deles conseguiu identificar a causa da enfermidade, tampouco curá-la. Foi então que o rei decidiu, ele mesmo, procurar a cura para a sua amada. Após vários dias percorrendo seus domínios, ao passar por um casebre, escutou uma risada que o fez lembrar a da sua esposa. Aproximando-se, olhou pela janela e viu um casal, ambos rindo muito. Notou que a mulher também era gordinha e de bochechas rosadas. O rei então bateu à porta e quando o homem foi atender, levou um susto pois reconheceu o rei de imediato. - O que faz pra que sua esposa seja tão rechonchuda e corada? - perguntou o soberano. - Isso é carne de língua, majestade! - respondeu simplesmente o dono da casa. ...

O VESTIDO DAS FADAS

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- Por que não conseguimos ver as fadas, mamãe? - Porque elas não querem ser vistas. - E por que não querem ser vistas? - Bem... você gostaria de ser vista pelas pessoas sem suas roupas? - Claro que não, mamãe! A jovem senhora colocou a filha no colo e contou uma estória: - Muito tempo atrás, as fadas viviam pelo mundo voando pelas matas e florestas, ostentando os mais lindos vestidos que se pode imaginar, coloridos e vibrantes, podendo ser vistas de longe por qualquer pessoa. Mas, um dia, a fada superiora reuniu as demais e explicou que a missão delas, dali em diante, seria alegrar o coração das pessoas e, para isso, elas deveriam se despir dos seus belos vestidos e ficar invisíveis; agiriam em segredo e apareceriam somente nos sonhos das crianças. As fadas cumpriram a determinação e, assim, cada vestido de que se livravam transformava-se em flor. Depois disso, o mundo ficou mais colorido e bonito! Autoria desconhecida - adaptação de Marcos Aguiar. 

UM QUARTO PARA SCHWARZENEGGER

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Reza uma lenda urbana que, tempos atrás, Arnold Schwarzenegger (1947-) teria publicado uma foto dele mesmo dormindo na rua, em frente a um hotel, aos pés de sua famosa estátua de bronze, com esta legenda:  "Como os tempos mudaram..." A frase não foi por mera alusão à terceira idade dele, mas porque, quando governador da Califórnia, inaugurara aquele hotel com a sua estátua. Na época, a administração do hotel dissera a Arnold: "A qualquer momento você pode vir e nosso hotel sempre terá um quarto reservado para você." Um dia, entretanto, quando Arnold já não era governador e quis se hospedar no hotel, a administração recusou-se a dar-lhe um quarto, argumentando que ele deveria pagar como qualquer outro cliente, já que o hotel estava quase inteiramente ocupado. Ele então trouxe um "sleeping bag" (saco de dormir), deitou-se aos pés da estátua e explicou o que queria transmitir:  "Quando eu estava em uma posição importante, todos me felicitavam...

RIQUÍSSIMO

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Havia um sapateiro, o único em seu povoado, muito requisitado por seu trabalho. Um dia ele recebeu a visita de um mendigo. - Por favor, amigo, você poderia consertar a minha sandália, por caridade?  - Olha, assim não dá. Não posso fazer essas coisas de graça; eu não tenho nada e ninguém me dá nada e tenho que ralar pra conseguir meu dinheiro! - Você não tem nada? Bem... e se eu te oferecesse um milhão em troca de tuas pernas, você aceitaria? - Tá louco? De que me adiantaria essa fortuna se eu não pudesse mais andar? - E por dez milhões, você me daria seus braços? - De jeito nenhum! Eu iria deixar de fazer praticamente tudo o que faço hoje! - E os teus olhos? Você os arrancaria se eu pudesse te pagar cem milhões por eles? - Absurdo! O prazer de enxergar vale muito mais que cem milhões! - Pois então, meu amigo, você é tão rico e ainda não se deu conta disso? - concluiu o mendigo. Há coisas que o dinheiro absolutamente jamais substituirá. Valoriza tuas riquezas! Autoria de...

"CADÊ A GATA?"

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Certa feita, em um palácio na China, uma princesinha perguntou a uma das criadas: - Cadê a gata? - Está tomando sol no jardim, de olho nas borboletas! A menina correu para o jardim, mas não encontrou sua gata. - Cadê a gata? - perguntou ao jardineiro. - Está sentada na poltrona do rei e sendo acariciada por um criado. Chegando lá, a princesa não avistou a gata. - Cadê a gata? - indagou à serva que limpava a sala. - Foi para o lago dos patos; estava tentando pegar um dos patinhos e a mãe dele a fez correr assustada. Mas a gata também não estava no lago. Havia um homem pescando na margem oposta. - Viu minha gata? - Alteza, sua gata está no jardim, à sombra da cerejeira, perseguindo lagartixas. A princesa retornou ao jardim e, mais uma vez, não localizou a gata. - Onde está a minha gata? - indagou, impaciente, ao mordomo que passava no momento. - Ela está no grande salão, dormindo no tapete. A gata, no entanto, não estava no salão. A princesinha,...

A SOLUÇÃO QUE VEIO DO CÉU

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Nos tempos antigos, a vida na Terra era muito difícil. As pessoas não tinham o que comer, então se viravam com lagartas, raízes ou qualquer coisa que encontrassem no mato. Não existiam frutas e ninguém sabia plantar. Certo dia, um índio faminto perambulava pela mata quando foi surpreendido por uma chuva muito forte. Ele se escondeu embaixo de uma árvore e ficou acocorado esperando o temporal passar. Quando fez sol e ele se levantou, ouviu uma voz: - Ei! Levantando a cabeça, viu uma índia sentada em um galho. Ele achou aquilo muito estranho, principalmente pela aparência da índia - rechonchuda e muito bonita. - Quem é você? Nunca a vi por aqui! - disse ele.  - Desci do céu, junto com a chuva! - Como? - É verdade! Cansei de viver lá em cima. O índio a ajudou a descer e sentiu de imediato uma forte afeição por ela. - Venha comigo para a aldeia - disse ele. Quando chegaram à aldeia, os outros índios souberam do ocorrido e ficaram impressionados com o aspecto da desconhecida...

A PRINCESA DA ANÁGUA

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A queniana Sebina Chebichi foi uma pioneira que fez história ao vencer sua primeira maratona em 1973, descalça e vestindo uma saiote, ficando popularmente conhecida como "a princesa da anágua". Nascida em 1959, Chebichi cresceu numa área rural onde era uma constante correr a fim de realizar tarefas domésticas para ajudar a família. Chebichi começou a correr competitivamente no início da década de 1970, numa época em que o atletismo feminino no Quênia ainda engatinhava. Havia poucas oportunidades para as atletas no país. No entanto, Chebichi estava determinada a obter sucesso e treinou arduamente, apesar dos muitos obstáculos. Assim, em 1973, Chebichi venceu o campeonato nacional de maratona da Associação de Atletismo Amador do Quênia, tornando-se a primeira mulher queniana a realizar o feito. A vitória de Chebichi foi ainda mais notável porque ela correu o percurso descalça e vestindo apenas uma anágua, pois não teve acesso ao uniforme de corrida adequado. O suces...

ABANDONADA

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Numa manhã ensolarada, um rústico caixão foi baixado à sepultura. De quem se tratava? Ninguém sabia ao certo. Apenas meia dúzia de gente acompanhando o féretro. Nenhum choro ou lamento, nem mesmo balbúcios de adeus. O corpo pertencera a uma idosa residente no asilo regional, onde havia passado grande parte da vida. Uns dias após seu sepultamento, a zeladora encontrou numa gaveta, ao lado da cama da falecida, algumas anotações. Começou a lê-las e não pôde conter as lágrimas. Aquela anciã fora deixada pela família naquele asilo, muitos anos antes, e desprezada para sempre. As próprias palavras da senhora expressam melhor a dor dela: "Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças sorridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite e cuidei com tanto desvelo, onde estarão?  Estarão tão ocupadas que não possam ao menos me telefonar para me dizer: 'olá, mamãe'? Ah! Se eles soubessem como é terrível a dor do abandono... a mais deprimente solidão... Se ao menos e...

A VERDADEIRA FORÇA

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Havia, numa época distante, um guerreiro considerado invencível, mas também muito cruel, sendo assim temido por todos. Em qualquer povoado aonde ele chegasse, os moradores abandonavam suas casas e fugiam para as montanhas, pois sabiam que aquele homem e seu exército não poupavam nada nem ninguém. Numa dessas aldeias que ele invadiu, morava um ancião muito sábio. Todos os aldeões fugiram, menos ele. O guerreiro, como de costume, incendiou casas e matou animais. Chegando à casa do sábio, encontrou-o em pé, sereno, ao lado da porta. - Ei, velho! - bradou o guerreiro - Os dias de sua miserável vida chegaram ao fim. Hoje você morre. Mas como você foi o único da aldeia a não fugir, irei te conceder um último desejo antes de te matar. Sem alterar o semblante, o velhinho disse: - Eis o meu pedido: vá até o bosque e corte um galho de árvore. O guerreiro deu risada, achando aquilo uma grande besteira, mas decidiu atendê-lo. - Muito bem! - falou o ancião ao ver o guerreiro com o galho...

DE POSSE DO FOGO

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No início dos tempos, apenas os urubus-rei possuíam o fogo. Muito avarentos, nunca cediam sua preciosidade e os índios não tinham como fazer uso da chama. Quando queriam comer carne, só lhes restava expô-la longamente ao sol. Mas, certo dia, o mais destemido dos índios resolveu se apossar do fogo e compartilhou seu plano com os demais: - Vamos matar uma anta para atrair os urubus. Quando descerem à terra, roubamos o fogo que eles carregam. Colocaram a anta em uma clareira e ficaram escondidos na mata. Não demorou muito e os urubus, atraídos pelo cheiro da carniça, desceram sobre a anta. Naquele tempo os urubus falavam: - Viva! Temos hoje fartura de comida! Vamos lá, companheiros, há carniça para todos! Os urubus também tinham o dom de se transformar em humanos; assim, antes de acenderem o fogo para assar o animal que iam comer, eles retiraram suas asas, como se fosse uma capa, e fizeram um círculo para se deliciar com o banquete. Enquanto comiam, os índios saíram da mata, p...

OS SONHADORES

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Wei e Zhi eram amigos e vizinhos e seus pais tinham propriedades rurais e viviam do que plantavam e da criação de porcos. Certo dia, os pais dos dois confiaram um porquinho a cada um pra que fossem vender na feira e depois usassem o dinheiro para comprar sapatos, cadernos e livros, pois estavam prestes a ingressar na escola. Os garotos, muito empolgados, pegaram seus porquinhos e foram à cidade. Contudo, pararam no meio do caminho a fim de descansar, aproveitando a sombra de uma árvore.  - Vou estudar e quando crescer serei um oficial do imperador e receberei muitas condecorações! - disse Wei. - Eu pretendo ser um grande professor e escritor na maior universidade da China! - revelou Zhi. O outro continuou: - Serei um grande general. Todos irão se curvar quando eu passar! - E eu serei um poeta e intelectual conhecido no mundo todo! - Eu serei o homem mais valente e temido de toda a China e o mundo inteiro irá ouvir falar das minhas vitórias! - Quanto a mim, serei homenag...

QUEM COM PEDRA FERE...

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Duas irmãs estavam brincando no quintal quando, no meio do corre-corre, a caçula derrubou a outra. A mais velha ficou com muita raiva e gritou: - Você vai se ver comigo! Imediatamente começou a apanhar pedras para atirar na irmã, que correu a fim de se esconder. A mãe, ouvindo a gritaria, foi ao quintal pra ver o que estava acontecendo. - Me ajuda, mãe! A minha irmã quer me atirar pedras! - Parem as duas, agora! A mãe foi até à primogênita e quis ouvir sua versão da história. - Ela me derrubou primeiro! - contou, chorosa. - Então resolveu se vingar lhe atirando pedras? Abra a mão, veja o que aconteceu... sua raiva a fez segurar as pedras com tanta força que acabou se cortando com elas e agora está sangrando... a vingança nunca é solução pra qualquer problema. Mesmo se tivesse conseguido ferir sua irmã, a ferida maior sempre seria a sua! Texto de Luiz Ratisbonne - adaptação de Marcos Aguiar. 

RETORNO DO BEM

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Certa mulher avistou um mendigo sentado na calçada, numa rua de São Paulo, e aproximou-se dele. Um policial encostou também: - Ele está lhe incomodando, senhora? - De modo algum! Eu é que estou tentando levá-lo àquele restaurante, pois vejo que está faminto e até sem forças pra se levantar. O senhor me dá uma mãozinha? O policial e a mulher levantaram o pedinte que, mesmo desconfiado, concordou em ir com eles ao restaurante. Lá, o garçom falou: - Me desculpe, senhora, mas o maltrapilho não pode ficar aqui... vai espantar os meus clientes. - Sabe aquela enorme empresa ali na frente? - respondeu a mulher apontando com o dedo - Três vezes por semana, os diretores de lá vêm fazer reuniões aqui e sei que o dinheiro deles ajuda, e muito, a manter este estabelecimento. Pois é, eu sou a proprietária daquela empresa. Agora posso almoçar com o meu amigo ou não? O garçom fez um gesto positivo com a cabeça. O policial, do lado de fora observando, ficou boquiaberto. Já o mendigo deixou ...

BOM DE LÁBIA

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Um viajante chegou a um povoado e, estando sem dinheiro, começou a pensar o que faria para se alimentar. Conversando com alguns moradores, perguntou onde residia o homem mais rico do lugar. Bateu à porta dele e pediu para falar com o dono da casa. O empregado o levou até uma sala onde o patrão estava sentado. - Bom dia senhor, meu nome é Joaquim. Acabei de chegar ao vilarejo e gostaria de falar com o senhor sobre negócios. - Muito bem. Sente-se e me diga do que se trata. - Gostaria de saber quanto o senhor pagaria por um diamante rosa, perfeitamente lapidado, do tamanho de uma azeitona. O anfitrião viu ali uma boa oportunidade. Habituado a negociações desse tipo, sempre conseguia se aproveitar da situação e tirar vantagem. Então falou: - Sugiro que almocemos primeiro e depois conversamos sobre o assunto. Almoçaram tranquilamente, depois tomaram café. Após uma conversa descontraída, o rico falou: - Agora deixe-me ver o diamante pra que eu analise o seu valor. - Não tenho nen...

O PREÇO DA TRAPAÇA

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Uma mulher tinha em seu quintal uma vistosa bananeira. Quando ela ficou carregada de frutos, a mulher decidiu colhê-los, porém o cacho estava muito alto e ela não alcançava. Apareceu um macaco que se ofereceu para ajudá-la, mas quando ele estava lá em cima começou a comer todas as bananas e jogou as cascas na cabeça da mulher.  Ela ficou muito brava e jurou se vingar do macaco. Juntou um monte de cera e fez um boneco no formato de um menino e colocou sobre a cabeça dele um tabuleiro com bananas bem maduras. Assim que o macaco viu o "menino", falou: - Ei, moleque, me dá uma banana! Não ouvindo resposta, o macaco ameaçou: - Me dá uma banana ou te bato! Com muita raiva por ser ignorado, o macaco deu um tapa no boneco e sua mão ficou grudada na cera. - Solta a minha mão, moleque, ou te dou outro tapa! O macaco deu outro tapa e ficou com a outra mão grudada. - Moleque! Solta as minhas mãos e me dá uma banana, senão te dou um pontapé! Exasperado, o símio chutou o molequ...

CONSELHOS DE ANCIÃO

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A vida passa rápido como um piscar de olhos. Nunca esqueça que tudo o que você fizer nesta existência poderá repercutir na próxima. Não se concentre em brigar com os outros, nem critique tanto o seu corpo. Seja justo pra que o Universo te traga boas vibrações.  Não reclame tanto; você tem muito mais que muitos jamais terão.  Não deixe de beijar o seu amor e abraçar seu ente querido; não há como prever qual será teu último gesto de carinho.  Não se esmere tanto no acúmulo de bens; tudo que vem fácil, vai fácil, e daqui você não leva nada. Deixe seus animais sempre perto; eles são gotas vivas do amor da natureza. Use os talheres guardados para ocasiões especiais; a vida já é uma ocasião especial. Não poupe seu perfume preferido; use-o para um passeio com você mesmo. Gaste seu melhor calçado e use suas melhores roupas tanto quanto puder pois, quando morrer, outros é que escolherão tua roupa no caixão.  Se não é errado, por que esperar? Por que não agora? O q...