"PEANUTS"
Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série - em algumas delas, com nota zero. Nos esportes, também não vingou. Chegou a ingressar no time de golfe da escola, mas perdeu o único jogo importante da temporada.
Durante todo o período escolar, ele teve problemas com sociabilidade. Os outros meninos nem chegavam a não gostar dele, porque ninguém o notava. Era uma surpresa pra ele se alguém o cumprimentasse fora do horário de aula. Era quase como se ele não existisse.
Ao que se sabe, durante sua estadia na escola, ele nunca convidou uma garota pra sair. Receava ser rejeitado.
Era um fracassado. Ele sabia disso e tinha a impressão de que todos sabiam também. Mas havia uma coisa muito importante para ele e que era seu orgulho: o desenho.
Ainda assim, parecia que apenas ele apreciava o próprio trabalho. No último ano do ensino médio, ofereceu alguns desenhos para os compiladores do livro de formatura, que os recusaram.
Apesar de toda essa rejeição, o rapaz estava convencido de seu talento e resolveu se profissionalizar no ramo.
Escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram que ele enviasse amostras de seu trabalho e sugeriram um tema para ele desenvolver e ele os atendeu. Esmerou-se tanto na tarefa que acrescentou uma outra série de quadrinhos, além do solicitado. Mas Disney também acabou por recusá-lo.
Mais uma derrota. Entretanto ele insistiu.
Teve então uma ideia: escrever sua própria biografia em quadrinhos. Descreveu sua infância sofrida, durante a qual nunca conseguira se sobressair.
Não demorou muito para sua criação se tornar famosa no mundo todo - quem não conhece a tira "Peanuts" ("Minduim", em português), com Charlie Brown, seu cachorro Snoopy e seus amigos? Charlie, um menino cuja pipa nunca voava e que nunca conseguia chutar uma bola. Charlie Brown e sua turma ultrapassaram os limites dos quadrinhos, chegando à TV e ao cinema, encantando gerações.
E foi assim que Charles Monroe Schulz (era esse o nome do garoto), não se deixando intimidar pela opinião alheia, persistiu com seu sonho e se transformou num grande e famoso vencedor.
Texto de Jack Canfield - adaptação de Marcos Aguiar.
Comentários
Postar um comentário