"O PAPAI NÃO MORREU!"
A vida nem sempre nos reserva surpresas agradáveis. Foi o que o pequeno Mateus começou a entender no dia em que perdeu o seu pai, enquanto contemplava o corpo dele estendido num caixão. Seus olhos acumulavam espessas lágrimas que teimavam em não cair. Mateus nunca havia experimentado sentimento igual. Era como se algo dentro dele tivesse se partido em mil pedaços. O enterro foi consumado e a vida deveria seguir seu curso, mas em casa faltava alguém e o menino não fazia ideia de como lidar com essa ausência. Como suportaria tanta amargura e saudade? No entanto, com o tempo, a volta às aulas, as brincadeiras com a irmã, os piqueniques e as tardes no parque acabaram trazendo algum alívio ao coração juvenil de Mateus. Um dia, a visita de uma amiga da família trouxe de volta lembranças tristes. A viúva comentava a falta que sentia do companheiro. A saudade a assediava de perto e a vida se tornara difícil. Mateus, que estava próximo, escutando a conversa, aproximou-se e afir...